Assumi uma operação com multas aplicadas pelo cliente.
Havia ameaça formal de rescisão de contrato.
O relacionamento havia deteriorado ao ponto de reuniões de emergência.
A pressão imediata era trocar a equipe.
Mostrar movimento.
Sinalizar mudança.
Não fiz isso.
Antes de qualquer ação, fiz uma auditoria completa:
do contrato, dos dados operacionais, das entregas registradas.
O que encontrei mudou o diagnóstico inteiramente.
As multas eram indevidas.
Estavam baseadas em métricas que não correspondiam ao que o contrato definia.
Ninguém havia lido o contrato com atenção suficiente — nem quem cobrava, nem quem pagava.
Além disso, o contrato continha cláusulas de crescimento
que nunca haviam sido ativadas.
Oportunidades de expansão documentadas e ignoradas.
Traduzir contrato de linguagem jurídica e técnica para linguagem de negócio
é uma das competências mais raras em gestão de fornecedores.
E uma das mais baratas de implementar.
A solução estava escrita.
Só não havia sido lida.
Em doze meses, a operação havia expandido em equipe, margem e receita.
O relacionamento com o cliente foi de ameaça de rescisão para renovação com crescimento.
Antes de trocar pessoas, leia o contrato.
Antes de aceitar a multa, audite os dados.
Antes de recuar, entenda o que está escrito.
O que está nos seus contratos que ninguém leu com atenção?
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