O problema declarado raramente é o problema real

Antonio Guido

Antonio Guido

Governança Corporativa | Turnaround | Conselheiro

Arquitetura da Previsibilidade™

Existe um padrão que se repete em empresas de diferentes setores e tamanhos.

 

O problema que pedem para resolver não é o problema.

 

Em um dos projetos que assumi, fui contratado para avaliar um sistema de CRM.

O cliente queria mais eficiência comercial.

Queria melhor gestão de relacionamento.

Queria tecnologia.

 

Mas antes de propor qualquer coisa, fiz o que raramente acontece:

olhei para os números que ninguém havia questionado.

 

O segundo maior custo da empresa era telefonia.

Nenhuma análise havia sido feita sobre ele.

Havia sido normalizado.

 

Esse é o ponto exato onde a maioria dos projetos falha:

a empresa investe onde o problema é visível.

E ignora onde o impacto é estrutural.

 

Desenvolvemos um modelo diferente.

Chamei de reengenharia em ondas:

cada redução de custo financiava o próximo ciclo de melhoria.

Sem ruptura operacional.

Sem investimento inicial pesado.

Sem trocar o que já funcionava antes de entender por que travava.

 

O resultado: até 80% de redução em rotas específicas de telefonia.

O modelo foi replicado por concorrentes do setor.

 

Mas o resultado mais importante não foi financeiro.

 

Foi a mudança de postura:

a empresa parou de tratar custo como inevitável.

E passou a tratá-lo como variável que pode ser estruturada.

Esse é o ponto de entrada de qualquer turnaround real: não o caixa, não a tecnologia — a leitura correta do que precisa mudar.

 

Quem diagnostica antes de propor ganha de 10 a 0.

Qual o último custo "inevitável" na sua operação que ninguém questionou?

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